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23 de março de 2012
9 de agosto de 2010
Catadores de coleta seletiva em São Paulo fazem protesto
Quem acreditava que somente professores e bancários faziam protestos em São Paulo estava enganado. Na próxima quarta-feira, dia 11, a Câmara Municipal de São Paulo deve receber a visita de cerca de mil catadores de material reciclável. Eles planejam uma passeata - a segunda maior da categoria, segundo o Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável (MNCR) - para reivindicar a ampliação da coleta seletiva na cidade, depois de ganharem uma ação na Justiça contra a Prefeitura.
De acordo com o movimento, a cidade de São Paulo recolhe 15 mil toneladas de lixo por dia. Deste montante, apenas 1% é reciclado. A decisão do juiz Luis Fernando Vidal, de abril, obriga a Prefeitura a estender o programa de coleta seletiva para toda a cidade, o que levaria à contratação de mais cooperativas de catadores. A ideia do MNCR é sair da Câmara Municipal e entregar um documento na Prefeitura de São Paulo.
!--break-->MelMelhores condições para os catadores também são uma reivindicação. Eduardo Ferreira de Paula, que atua no MNCR de São Paulo e está organizando o ato, diz que as tradicionais carroças, puxadas pelos próprios catadores, não são usadas em estados do Sul do país, como Paraná e Rio Grande do Sul. No lugar delas, os catadores trabalham com carrinhos elétricos. A ideia do movimento é reivindicar estes carrinhos junto à prefeitura. "Nosso trabalho não é só puxando a carroça, tem a alternativa dos carros elétricos como forma de reduzir as condições desumanas", afirma de Paula.
Incineração
O protesto vem logo depois de Lula sancionar a lei que cria a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Segundo o movimento dos catadores, apesar de ser positiva no geral, a lei deixa brechas para a incineração do lixo e esta será uma das bandeiras da manifestação. No caso de São Paulo, os catadores temem que alguns municípios já estejam buscando este caminho, o que ameaça sua fonte de renda.
"O incinerador prejudica tudo. Prejudica a saúde e acaba com a coleta seletiva. Esses resíduos geram a inclusão social, geram renda e trabalho para os catadores. Não podemos deixar que isto seja incinerado,sendo que há uma alternativa de saída e tem toda uma questão de conscientização ambiental. Eles querem gerar energia com a incineração. Aí a gente deixa uma pergunta: pra gerar energia, precisa queimar lixo? Não precisamos", argumenta Eduardo de Paula.
O MNCR estima que existem 800 mil catadores no país e 20 mil apenas na cidade de São Paulo. Sobre a grande diferença entre o número de catadores na cidade e o de previstos para o protesto, Eduardo de Paula justifica: a maioria dos catadores não está organizada.
Mariana Desidério
Especial para Terra Magazine
6 de agosto de 2010
Copos comestíveis evitam o uso de descartáveis

Os copinhos coloridos podem ser consumidos depois da bebida
E se você pudesse comer o seu copo? Essa é a proposta do Jelloware, um copo biodegradável e comestível. Designers americanas do grupo The Way We See The World, viram que um copo produzido inteiramente com Agar Agar, uma espécie de gelatina extraída de algas marinhas, era possível.
A divertida invenção ainda pretende acabar com os copos plásticos que tanto poluem o planeta. Já que é biodegradável, os copos podem ser depositados diretamente na terra ou na grama, o que alimenta o crescimento da planta, ou pode ser consumido, como a casquinha de um sorvete.

O copo é feito de Agar Agar, substância extraída de algas marinhas
Os copos possuem vários sabores, entre eles limão, hortelã e beterraba, e se adequam ao sabor de cada bebida depositada no produto. “Jelloware muda o conceito de consumo, e proporciona uma nova experiência, seja sentindo o gosto, o cheiro, o movimento ou até mesmo eliminando na natureza” diz o grupo de designers em seu site oficial.
O problema dos copinhos plásticos
Com o calor típico de um país tropical, é comum o consumo de água em copos e garrafas plásticas. Se jogados no lixo após a utilização, os copinhos tornam-se um grande problema para o meio ambiente.
Esses materiais levam cerca de 500 anos para se decompor, poluindo o meio ambiente e matando animais, que se confundem achando que são alimentos.

Os copinhos comestíves podem substituir os copos descartáveis que tanto poluem o meio ambiente
19 de maio de 2010
Brasil perde R$ 8 bilhões anualmente por não reciclar
Ipea apresentou relatório de pesquisa no Ministério do Meio Ambiente e fará parte de grupo de trabalho
Relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta sexta-feira, 14, no Ministério do Meio Ambiente revela que o País perde R$ 8 bilhões por ano quando deixa de reciclar todo resíduo reciclável que é encaminhado para aterros e lixões nas cidades brasileiras.
Reportagem completa aqui
19 de abril de 2010
Prefeitura pode perder verba de R$ 6 milhões do PAC para coleta seletiva
A construção prevista de dez galpões de triagem para a coleta seletiva em São Paulo neste ano pode aliviar um pouco a pressão sobre aterros sanitários, gerar trabalho e renda para dezenas de pessoas em situação de vulnerabilidade social, além de melhorar o desempenho pífio que a cidade ostenta no setor de reciclagem: só 1% do lixo produzido é reciclado.
A verba para essa expansão, cerca de R$ 6 milhões, vem do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Mas a capital paulista corre o risco de não ver a cor do dinheiro. Isso porque, para receber o repasse federal e viabilizar a construção dos galpões, a administração municipal precisa dar início a pelo menos uma das obras até o dia 3 de julho. As ações, porém, ainda não saíram do papel.
Além disso, apenas três das 10 áreas indicadas para as centrais foram consideradas viáveis para receber as instalações e duas foram consideradas inviáveis. As outras ainda aguardam o parecer da prefeitura.
De acordo com Afonso Celso de Moraes, diretor da Limpurb, as obras vão começar a tempo em pelo menos dois dos terrenos que já foram aprovados. As demais obras precisam começar ainda neste ano.
(As informações são do Instituto Pólis)
http://blogdofavre.ig.com.br/
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