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17 de setembro de 2014

Criança prodigio contra o agratóxico


O que você gostava de fazer quando tinha 12 anos? Jogar futebol com os amigos e curtir o vídeo game também estão entre os hobbies de Biel Baum, garoto que, além de fazer isso, é chef de cozinha, vegetariano, apresentador de um programa de TV e dá palestras em todo o mundo sobre alimentação saudável. Mas antes de desdenhá-lo como “criança prodígio”, quem sabe não é possível tê-lo como inspiração?

Biel começou a se interessar pela alimentação saudável após seu melhor amigo sofrer com um câncer causado por agrotóxicos usados nas plantações da própria família. Após longas pesquisas sobre o tema, Biel chegou à conclusão de que o mundo seria um lugar melhor se as pessoas deixassem de lado os alimentos industrializados, transgênicos e cheios de agrotóxico, optando pelo orgânico. Para estimular esse pensamento, ele apresenta o programa Arte na Cozinha, além de ser um verdadeiro embaixador dos alimentos saudáveis.

Este ano, Biel lançou-se em projeto para gravar seu primeiro documentário, “Buscamos o Paraíso“. Entre o Brasil e a África, ele troca favores para sobreviver e conhecer novas pessoas. Enquanto uma pessoa cede um colchão ou o chuveiro, Biel se encarrega de preparar o jantar, por exemplo. O garoto tem total apoio da família, com quem chegou a criar a Escola com Asas, uma rede de aprendizagem livre que incentiva a realização de sonhos por meio do empreendedorismo social.

Biel Baum também já escreveu um livro, “Meu diário para Jamie Oliver – Realizando sonhos e inventando receitas” e, no alto de seus 12 anos, os esforços para tornar o mundo um lugar mais saudável de se viver não devem parar por aí.

Ensinando crianças a comerem melhor






Buscamos o Paraíso







12 de novembro de 2013

Leite materno envenenado


A pesquisadora que descobriu veneno em leite materno de mães brasileiras

Entrevista com pesquisadora que descobriu veneno no leite materno. Danielly Palma afirma que 100% das amostras colhidas indicam a contaminação do leite por pelo menos um agrotóxico

Manuela Azenha, do Viomundo

27 de outubro de 2013

La voz del Viento - Semillas de transición (ainda sem legendas)

Um documentário inspirador sobre as novas formas de viver em comunidades agrícolas, que envolvem o colaborativismo, agricultura orgânica, consumo consciente, soberania alimentar, a economia solidária, preservação dos recursos, aproveitamento de energia, arte, respeito à natureza. Projetos que nasceram após o 15-M e que hoje se espalham pela Espanha, criando redes de belas alternativas ao capitalismo, que colocou o país de joelhos frente ao capitalismo. (docverdade)

Sinopse oficial: Jean Luc Danneyrolles, agricultor e Carlos Pons, documentarista espanhol organizam uma viagem até Granada para o encontro de movimentos sociais alternativos, entre agroecologia e mudança de paradigma. Pegam uma câmera e partem durante o inverno de fevereiro de 2012, levando com eles como moeda de troca uma grande coleção de sementes. O testemunho vivo de um movimento que cresce... Outro mundo se faz possível aqui e agora.


Dados sobre a viagem 21 dias, 35 projetos visitados, mais de 200 pessoas
Quer saber onde se localizam cada um desses projetos? Aqui o mapa.










28 de agosto de 2012

Paraguai libera sementes transgênicas


O informativo argentino Cadeia Mariano Moreno, em http://www.cadenamarianomoreno.com.ar/?p=46644, em castelhano, dá uma notícia importante a que a grande mídia não deu destaque: o presidente do Paraguai, Federico Franco, liberou a comercialização de sementes transgênicas do país. Uma das grandes bandeiras do presidente anterior, Fernando Lugo, que sofreu impeachment-relâmpago, o que levou o Mercosul e a Unasul a suspenderem o Paraguai, era justamente a proibição do uso de sementes transgênicas, por ele consideradas perigosas para a saúde humana e para o meio ambiente. Setores pró-Lugo chegaram a divulgar que a Monsanto teria estado por trás da campanha do impeachment.


5 de agosto de 2012

“As multinacionais são as que têm o poder de fato em nosso país", diz Lugo

“Existe um poder à sombra. São esses os autênticos poderes que não mostram o rosto, mas que decidem.”

Sob esta percepção o presidente deposto do Paraguai, Fernando Lugo, realizou a coletiva de imprensa destinada a veículos de comunicação de caráter alternativo, nesta quinta-feira (2), em São Paulo.

Dentro das análises feitas pelo ex-presidente, a que mais se destacou foi a d as forças políticas e econômicas por detrás do golpe de estado que aconteceu no Paraguai no último dia 21 de junho de 2012.

Bem como pontuara Lugo, o poder que está às escondidas. “Quando comecei na política (como presidente) me disseram que quase 70% do se passa no Paraguai se decide fora do país. Eu não quis acreditar. Mas hoje em dia, pela experiência pela qual passamos, não descarto mais essa possibilidade”, ratificou.

Dentre as forças que não mostram a cara, há um poder que se sobressai, de acordo com Lugo: o poder do agronegócio.

Sua observação se dá pelo fato de que as duas primeiras medidas econômicas – num conjunto de quatro - tomadas pelo Ministério da Fazenda levam a refletir sobre a “ingerência desses poderes de fato na política paraguaia”.

A primeira decisão econômica anunciada pelo novo ministro, segundo Lugo, fora em relação a não tributação sobre as exportações de soja. “O Paraguai é o quarto país exportador de soja do mundo, e possivelmente é o único país que não se tem um imposto sobre a exportação da soja”, destacou.

A segunda medida foram as “boas vindas dadas a todo tipo de sementes transgênicas”, ironizou. De acordo com ele, em seu governo houve um trabalho em recuperar o cultivo de sementes nativas, medida combatida pelos grandes produtores de sementes transgênicas, que alegavam que este tipo de cultivo era ineficaz. “Entretanto, houve uma grande recuperação do milho, do feijão, do algodão, tudo com sementes nativas, nacionais. O que aconteceu foi um rechaço das empresas internacionais com o que se vinha trabalhando”.

“Essas multinacionais são as que têm poder de fato em nosso país. Lastimosamente, assim como em muitos países, a classe política atua como uma extensão desses poderes de fato”, denunciou.

A relação com os agrotóxicos – um braço dessas mesmas indústrias - tampouco é deixada de lado pelo ex-presidente.

Ao comentar que quase 70% dos agrotóxicos que entravam no país se inseriam ilegalmente, outra curiosidade é colocada por Lugo: a mudança do diretor do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Vegetal e de Sementes (Senave) logo após o golpe: o empresário de agroquímicos Jaime Ayala tomou posse. Ele, segundo Lugo, é um dos que contrabandeava agrotóxicos. Além disso, Ayala foi responsável por, logo em seguida, liberar a comercialização de uma série de sementes transgênica, sobretudo da transnacional Monsanto.

Questão Agrária

Dentro da grave crise política pela qual passa o Paraguai, o presidente deposto coloca como o principal desafio do país alterar a estrutura político-econômica da propriedade privada da terra.

Para se ter uma ideia do problema agrário do país vizinho, o Paraguai é o país com maior concentração de terras do mundo, de modo que cerca de 2% dos proprietários rurais são donos de mais de 80% das terras agrícolas do país.

Sobre essa questão, Lugo apresentou um dado um tanto quanto curioso: dentro dos 406.752 Km² de extensão do país, somado todos os títulos de propriedade de terra chega-se aos absurdos 529.000 km². Ou seja, a quantidade de títulos de posse é maior do que o tamanho do próprio país, o que demonstra o quanto há de terras griladas por parte dos grandes fazendeiros no Paraguai.

“Tem que se ter uma coisa bem clara na folha de luta: o primeiro desafio é elaborar uma mudança estrutural da propriedade da terra no Paraguai. Não é fácil, mas não é impossível”, acredita.

Nesse sentido, Lugo fala sobre a necessidade de se convocar uma assembleia constituinte, uma vez que a constituição Paraguaia é a fotografia da atual situação de instabilidade e desigualdade no país.

Golpes e Recursos Naturais

“Há um tema que temos conversado muito na região e que tem uma grande conotação política: os recursos naturais. Eu não sei em que país será, mas o próximo golpe será onde as multinacionais quiserem ter acesso direto e livre aos recursos naturais na América Latina”, destacou.

Nesse sentido, Lugo pontuou a existência de diferentes blocos de países na América Latina, com características próprias, com lógicas econômicas distintas e posicionamentos ideológicos diferenciados, mas que toda essa movimentação da última década na tentativa de uma articulação e interação do continente provocou uma contrarreação de setores nacionais e internacionais antagônicos a essa nova proposta.

“Hoje, depois do Paraguai, acredito que qualquer país tem que estar alerta”, afirmou, ao colocar os recursos naturais enquanto um tema para se ter uma atenção especial.

“O mais importante é estarmos atento às novas formas e modos de golpe. O golpe tem muitos rostos hoje em dia. Uma multinacional pode conseguir do Congresso Nacional uma lei que a beneficie, ou pode mudar um presidente, em qualquer lugar”.


mst.org.br

26 de abril de 2012

Entidade lança cartilha de propostas à Política Nacional de Agroecologia

A Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), entidade formada por diversas organizações da sociedade civil e movimentos sociais, lançou uma cartilha com propostas para a construção e fortalecimento de uma Política Nacional de Agroecologia e Sistemas Orgânicos de Produção (PNASOP). A Política será construída em conjunto com ministérios, órgãos governamentais e outros setores da sociedade civil. O documento é a síntese das discussões de cinco seminários promovidos pela ANA, entre março e abril deste ano, em todas as regiões do país. 

A Agroecologia, segundo o documento, tem como objetivo “a produção orgânica de forma a ampliar, fortalecer e consolidar a agricultura familiar camponesa, urbana e periurbana, povos e comunidades tradicionais potencializando suas capacidades de promover múltiplas funções de interesse público na produção soberana de alimentos, e demais produtos da sociobiodiversidade, em quantidade e qualidade, na conservação do patrimônio cultural e natural, na dinamização de redes locais de economia solidária, na construção de relações sociais justas entre homens e mulheres e entre gerações e no reconhecimento da diversidade étnica, contribuindo para a construção de uma sociedade sustentável, igualitária e democrática.” 

Entre as Diretrizes debatidas, estão o direito humano à alimentação adequada e à segurança alimentar e nutricional, o desenvolvimento dos mercados locais, a autonomia da agricultura familiar, a ampliação do acesso à terra e a garantia de trabalho agropecuário digno. Quanto às propostas do documento, destaca-se que os territórios agroecológicos sejam livres de transgênicos e agrotóxicos, a garantia do crédito rural (Pronaf), a criação de um Programa Nacional de Sementes que conte com ações de mapeamento e sistematização das sementes, além da capacitação dos produtores e que os assentamentos do Incra tenham um enfoque e assistência à este modelo de produção.






23 de abril de 2012

Agrotóxicos: um mercado bilionário e cada vez mais concentrado

Processo de concentração da produção e comercialização de insumos agrícolas se intensifica no Brasil e no mundo. Pesquisador alerta para risco à soberania nacional

O mercado mundial de agrotóxicos movimentou US$ 51,2 bilhões em 2010. E o brasileiro US$ 7,3 bilhões. As seis maiores empresas -Basf, Bayer, Dow, Dupont, Monsanto e Syngenta - controlam hoje 66% do mercado mundial. E, no Brasil, as dez maiores empresas foram responsáveis por 75% da venda nacional de agrotóxicos na última safra. As gigantes do setor estão comprando as empresas menores, tanto de agrotóxicos, quanto de sementes, formando monopólios e oligopólios. Os dados foram apresentados no 2º Seminário Mercado de Agrotóxicos e Regulação, realizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no dia 11 de abril, com a palestra do professor da Universidade Federal do Paraná Victor Pelaez.

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12 de abril de 2012

A ineficácia dos transgênicos e suas verdadeiras intenções




Por José Coutinho Júnior


Para o professor e pesquisador da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Pedro Ivan Christoffoli, é preciso duvidar e questionar as informações existentes sobre alimentos transgênicos. Em entrevista, o professor discute o porquê do uso dominante dos transgênicos na agricultura brasileira, a falta de liberdade para pesquisar o assunto e reflete sobre a atual situação da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Confira a entrevista:

Como você analisa o discurso das empresas de que os “transgênicos são a tecnologia para acabar com a fome”?

Na verdade, usam-se dois argumentos que tem se mostrado falsos: o de que o transgênico vem para diminuir o uso de agrotóxicos e que eles vem para acabar com a fome. Ambos argumentos são fortes, pois quem não é contra o uso de agrotóxicos e quem não quer acabar com a fome? Só que se olharmos os dados da soja - o transgênico mais bem implementando e sucedido no mundo, que ocupa mais área e está sendo plantado há 10 anos -, os dados de produção são menores do que os da semente normal. São dados de pesquisas científicas dos países, como EUA e Brasil.

Então por que os agricultores plantam?

O monopólio de sementes por parte das empresas. Quando se vai procurar semente convencional, muitas vezes não se encontra. Muitos médios e grandes produtores preferiam a soja convencional porque elas produziam muito mais a um preço menor. À medida que as sementes ficam escassas, os agricultores não têm opção a não ser os transgênicos. Então a questão dos transgênicos não é aumentar a produtividade, é monopolizar o mercado. 80% da produção de sementes do mundo está concentrado em seis, sete empresas. O Brasil tinha centenas de empresas produtoras de sementes, que foram compradas pelas transnacionais.

Muitas das pesquisas sobre transgênicos são financiadas pelas próprias empresas. Qual o efeito desses estudos enviesados na discussão dos transgênicos?

Há tentativas dessas empresas em barrar pesquisas independentes com transgênicos, usando o argumento de que elas são proprietárias daquele código genético. O acordo da OMC (Organização Mundial do Comércio) diz que qualquer pesquisa que utilize patentes pode ser vetada pela empresa. Essa lógica atenta contra a pesquisa científica. Se eu quero fazer uma pesquisa para saber se há problemas nos transgênicos, mas as transnacionais se negam a liberar seu material e acesso aos resultados caso eles sejam contrários aos seus interesses econômicos, como é possível confiar nos dados que vem a público?

Há claramente um problema de restrição da liberdade científica. Há denúncias de que a Monsanto tentou destruir reputações de cientistas que vão contra a sua noção de entendimento da realidade. No México, pesquisadores notaram contaminação do milho ancestral pelos transgênicos, e a Monsanto chegou a contratar empresas especializadas em fazer marketing viral contra os pesquisadores. São práticas terroristas de destruição dos pesquisadores independentes. Temos toda a razão de duvidar do viés destas pesquisas.

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17 de novembro de 2011

A água é uma barreira para alimentar o mundo, diz novo diretor da FAO


O próximo diretor do Organismo das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês), o brasileiro José Graziano da Silva (agrônomo, formado em economia rural e sociologia, professor e escritor, foi ministro extraordinário de Segurança Alimentar e Combate a Fome, enquanto a pasta existiu, entre 2003 e 2004), declarou em entrevista à BBC que “a água foi convertida no principal obstáculo para aumentar a produção, especialmente em áreas como a região dos Andes, América do Sul, e os países ao sul do Saara”.



De acordo com estudos da FAO, em 2050 a produção de alimentos deverá ser 70% maior para acompanhar o ritmo de crescimento da população. Graziano afirma que, apesar da pressão sobre os recursos naturais imposto pelo crescente número de seres humanos sobre a Terra, é possível acabar com a fome com quatro ações principais. Aplicação de técnicas modernas de agricultura (muitas já disponíveis), criar uma rede de segurança social para as populações mais vulneráveis, recuperar para a agricultura os produtos locais e mudar os padrões de consumo dos países ricos.


“Se pudéssemos mudar os padrões de consumo dos países desenvolvidos, haveria comida para todos”, comenta Graziano. “Desperdiçamos muita comida, atualmente, não só na produção, como no transporte e no consumo”. Segundo ele, enquanto nos países ricos se desperdiça comida, um bilhão de pessoas passam fome. “Precisamos garantir que essas populações se alimentem, facilitar-lhes trabalhos bem pagos ou encontrar uma fórmula de proteção social”.


O brasileiro disse que os programas de transferência de dinheiro servem a cerca de 120 milhões de pessoas na América Latina, o que ajudou a reduzir as taxas de desnutrição na região. Ele defende a expansão desses programas a outros países com o mesmo problema, especialmente na África.


Mercados locais
Outra ação que poderia ajudar na luta contra a fome, argumenta o futuro diretor da FAO – que assume em 1º de janeiro de 2012 –, é recuperar a agricultura de produtos típicos de cada região. Ele acrescenta que, por esses produtos não serem matérias primas (ou “comodities”), não são afetados por mudanças repentinas de preços, beneficiando assim consumidores e produtores. Pode-se criar um ciclo de produção e consumo local.
“O que faz a comida cara é o transporte, porque a produção é muito barata. Se pudéssemos diversificá-la e tornar regionais os canais de distribuição, os preços seriam muito menores”. Graziano também afirma que estimular os produtos tradicionais ajudaria a diversificar as fontes de alimentos.
“Atualmente há poucos produtos responsáveis pela alimentação de sete bilhões de pessoas”. Conforme comentou na entrevista, a prioridade dada aos alimentos presentes nos mercados internacionais, por exemplo, reduzem a capacidade da América Latina na produção de feijão, uma fonte tradicional com alto valor nutritivo e baixo custo.
O problema da obesidade

A diversidade da produção agrícola também serviria para enfrentar outros problemas com relação aos alimentos – por exemplo, o aumento da obesidade, inclusive em países pobres. Graziano assegura que o número de pessoas com dieta inadequada ou com obesidade já está em dois bilhões, o dobro dos que passam fome. E atribui o fato ao estilo de vida moderna, que desestimula a atividade física e facilita o acesso à comida industrializada, normalmente com altas concentrações de açúcar. Por isso, o brasileiro acredita que a luta contra a obesidade deveria incluir campanhas educativas “que foram esquecidas”. Ele acrescenta, “acreditamos que nossas mães sabiam o que se devia comer. Nossas avós tiravam o alimento da horta, mas as mães de hoje querem comida rápida, porque passam muito tempo trabalhando fora de casa”.
Graziano argumenta que as multinacionais de comida rápica deveriam estar conscientes de sua responsabilidade neste quadro e aumentar a presença de alimentos crus em seus cardápios, como frutas e verduras.

Biocombustíveis
José Graziano, atual diretor regional da FAO para a América Latina e Caribe, destaca outros dois problemas que, junto à obesidade, são parte da recente discussão sobre a produção de alimentos ao redor do mundo – a suposta competição entre agricultura para a alimentação e a produção de biocombustíveis; e os riscos que a agricultura impõe à preservação do meio ambiente. Ele destaca que duas das três áreas que mais produzem biocombustíveis, Estados Unidos e Europa, verificaram aumentos nos preços de alguns alimentos por terem que competir com os plantios para a fabricação desses combustíveis. Na terceira área de grande produção, o Brasil, os estados que produzem etanol a partir da cana-de-açúcar não observam impacto nos preços dos alimentos, pois os plantios estão sendo feitos em terras que não eram produtivas e passaram a ser, graças à modernização das técnicas (e ao desmatamento extensivo e destruidor das florestas nativas – n do T. No entanto...) Graziano acrescenta que não há conflito entre a preservação ambiental e a necessidade de expandir a produção agrícola. “Assim como há colesterol bom e mau, isso acontece com os biocombustíveis” , diz ele. “A intensificação da produção através de tecnologias modernas, reduzindo o uso de fertilizantes e pesticidas, podem beneficiar enormemente o meio ambiente. Os avanços tecnológicos nessa direção deveriam acabar com esta dicotomia entre os ambientalistas e os agricultores”.


(N do T – Ele não diz como as mega-transnacionais dos transgênicos, dos fertilizantes e pesticidas mais mortais se colocam diante desse quadro. Nem aborda a estratégia, claramente executada por essas monstruosidades empresariais - como em várias áreas, como energia, transportes, medicinas, educação, comunicações, mineração, etc, etc. -, de concentração de poderes no setor de alimentos, na intenção também clara de controlar a alimentação no maior espaço possível do planeta, eliminando a autonomia da produção dos pequenos agricultores, e assim controlar também, sob chantagem, os governos fantoches das falsas democracias controladas nos bastidores pelos poderes econômicos. Na fala do futuro diretor da organização para a alimentação mundial, não há referência ao controle exercido pelas transnacionais sobre os governos, a partir do próprio império planetário atual, os Estados Unidos, incidindo diretamente sobre as políticas públicas, como ficou claríssimo no Brasil, com o processo criminoso de legalização dos transgênicos, cujas empresas produtoras fizeram distribuição ilegal e gratuita para os plantadores sulistas de soja - com promessas de lucros altíssimos -, que se encarregaram de pressionar o governo para a liberação, diante da iminência da safra proibida. O governo federal, ao invés de declarar o crime contra a soberania nacional, processar e multar os fazendeiros cúmplices do crime, apreender e destruir a safra geneticamente modificada, além de expulsar a empresa do país, bundou diante das pressões e se submeteu à maquinação multinacional, legalizando vergonhosamente as sementes transgênicas.


Sem esclarecer as causas de tanto deseqüilíbrio social no planeta, o predomínio das finanças, de bancos e empresas gigantescas sobre os poderes políticos e sociais, fica difícil enxergar o quadro todo e, por conseqüência, modificá-lo. Não percebemos o quanto fomos condicionados pelo trabalho midiático - usando a psicologia do inconsciente - nos nossos valores, comportamentos, desejos e objetivos de vida. Não percebemos que a sustentação desse sistema perverso tem base nisso. Exercemos a vida conforme esses condicionamentos, nos comportando como planejado e imposto pela propaganda explícita e subliminar, que cria falsos valores e objetivos insatisfatórios de vida, levando-nos ao conflito permanente, à insatisfação constante e às angústias de uma vida sem sentido real). 


(Tomado de BBC Mundo) Boletim CubaDebate 27.10.2011
Tradução – Eduardo Marinho 

do Observar e absorver 

14 de novembro de 2011

Peru aprova moratória de 10 anos aos transgênicos


14 de novembro de 2011



Enquanto o líder petista do governo publica artigo na Folha de S. Paulo fazendo apologias aos transgênicos, o Congresso peruano aprovou por 98 votos a favor e 2 abstenções decreto que determina a proibição, por 10 anos, da entrada e produção de organismos transgênicos no país.

O decreto segue agora para assinatura pelo Presidente Ollanta Humala, cuja oposição aos transgênicos é conhecida.

De acordo com o ministro da Agricultura, o Peru é um dos maiores exportadores de orgânicos do mundo, incluindo café e cacau, gerando mais de $3 bilhões por ano e com mais de 40 mil produtores certificados.

Confira o texto do decreto.

2 de maio de 2011

O Futuro da Comida / The Future of the Food

O filme faz uma profunda investigação sobre a perturbadora verdade por trás do não identificado, patenteado, dos alimentos geneticamente manipulados que tem preenchido calmamente as prateleiras dos mercados dos EUA na última década.

A partir da pradarias de Saskatchewan, no Canadá até os campos de Oaxaca, México, este filme dá voz aos agricultores cujas vidas e meios de subsistência foram negativamente afetados por esta nova tecnologia. As implicações para a saúde, as políticas governamentais e impulso a globalização fazem parte da razão pela qual muitas pessoas estão alarmadas com a introdução de culturas geneticamente modificadas no nosso abastecimento alimentar. "O Futuro da Comida" examina a complexa teia de mercado e as forças políticas que estão a mudar aquilo que comemos como grandes empresas multinacionais procuram controlar o sistema mundial de
alimentos.

O filme também explora alternativas para a agricultura industrial em larga escala, colocando a agricultura agroecológica e sustentável como soluções reais para a crise agrícola hoje.


24 de fevereiro de 2011

Produtos transgênicos agonizam na Europa


Por Altamiro Borges


aInforme divulgado nesta semana pela organização “Amigos de La Tierra” (http://www.tierra.org) revela que o cultivo de produtos transgênicos continua caindo na Europa, ao mesmo tempo em que cresce o número de países da região que proíbe a sua produção e consumo. O documento “Quem se beneficia dos transgênicos” demonstra que apenas em 0,06% dos campos europeus são usados para sua produção, um declínio de 23% desde 2008.

Em sete países da União Européia, o cultivo de milho transgênico da Monsanto é proibido devido às evidências cada vez maiores de seus impactos ambientais e socioeconômicos, bem como às incertezas sobre seus efeitos na saúde. Já a produção da batata transgênica da Basf é proibida em três países por precauções sanitárias e outros cinco estados membros já fizeram queixas à Comissão Européia. A rejeição da opinião pública cresceu em 61% na fase recente.

Rejeição em escala global

David Sánchez, responsável pela seção de agricultura e alimentação dos “Amigos de La Tierra”, garante: “Os cultivos de transgênicos não têm mais futuro na Europa em função da forte oposição social, devido aos impactos ambientais, sociais e econômicos e aos riscos causados à saúde”. Em escala global, o informe da organização demonstra que a rejeição também tem crescido nos países da América Latina.

“O governo brasileiro lançou um programa de soja livre de transgênicos para facilitar o acesso às sementes não-modificadas geneticamente aos agricultores; na Argentina, novas evidências científicas demonstram os graves impactos causados à saúde pelo herbicida glifosato, o que levou à proibição da fumigação perto dos núcleos populacionais; e no Uruguai são cada vez maiores as administrações locais que se declaram livres de transgênicos”.

Novos riscos à sociedade

A coordenadora de soberania alimentar da entidade, Kirtana Chandrasekaran, explica que “os agricultores e a sociedade latino-americanas sofrem as conseqüências dos 10 anos de cultivos transgênicos, com graves implicações sanitárias e custos crescentes. Os mitos sustentados pela indústria dos transgênicos estão sendo derrubados e os estragos causados na região mostram que esta tecnologia não serve. Esta é uma chamada mundial para a agricultura acordar e ser mais ambiental e socialmente responsável”.

O informe, porém, alerta para novos perigos. Segundo descreve, uma nova geração de transgênicos, com base em perigosos pesticidas, como o Dicamba e o 2-4 D, está para ser liberada nos EUA. Também com apoio ostensivo do governo ianque, as multinacionais do setor buscam agora mercados da África para compensar os prejuízos na Europa e na América Latina.

A Fundação Gates, do multimilionário Bill Gates, já investe bilhões de dólares em projetos agrícolas no continente africano. Ele já comprou ações da Monsanto e, sob o falso argumento do combate à fome, tem ampliado seus lucros na região, explorando os pequenos agricultores.

2 de novembro de 2010

O que são alimentos transgênicos? Fazem mal? Como identifica-los?



Vá até a sua dispensa, verifique a existência do símbolo ao lado em algum de seus alimentos.
Você sabe o que ele significa?
Alimento Transgênico, não é isso?
Apesar de estarem tentando esconder isso de nós, o Ministério da Saúde sabiamente aprovou o Decreto nº 4680/03 e a Portaria nº 2.658/2003 que determinaram a obrigatoriedade da rotulagem de produtos com mais de 1% de transgênicos em sua composição.
Porém, apesar da obrigatoriedade, ninguém que eu conheça sabe o que significa este símbolo, ou seja, colaram uma figurinha nos produtos e não disseram o que ele significa. Claro lobby da Monsanto…
Alimentos Transgênicos são todos os alimentos geneticamente modificados.
De acordo com a FDA, esses produtos não podem ser destinguidos dos demais pelo fato de serem “iguais” ao alimentos não transgênicos, mas vários estudos demonstram contradições nos relatórios da FDA.

Há mais informações sobre Alimentos Transgênicos no site transgenicosnao.blogspot.com
Se fazem mal, bem, deêm uma olhada em como a Monsanto agiu durante seus anos dourados e veja que ela sempre escondeu a verdade sobre diversos de seus produtos.
Os documentários que mencionamos aqui tem bastante informações referentes.
Monsanto é a maior empresa de biotecnologia do mundo (na marra), líder mundial em alimentos transgênicos, com 90% do mercado. Fabricante das marcas Roundup (herbicída líder a 30 anos), soja para roundup (soja roundup ready), aspartame (edulcorante substitúto do açúcar nos produtos diet), hormônio do crescimento (proibido no Canadá e na Europa), dentre outros produtos altamente tóxicos como o Agente Laranja (desfolhante utilizado na guerra do Vietnã), e PCB (conhecida no Brasil como Ascarel), uma substância extremamente tóxica, que foi proibida em 1971 nos EUA e 1981 no Brasil.
O Grupo Monsanto atua no Brasil por meio das seguintes empresas:Monsanto do Brasil Ltda., Agroeste Sementes S.A., Monsoy Ltda., Monsanto Nordeste Indústria e Comércio de Produtos Químicos Ltda., Alkagro do Brasil Ltda., Stoneville Brasil Ltda., Agroeste Participações Ltda., MDM Sementes Algodão Ltda., D&M Brasil Algodão Ltda., D&PL Brasil Ltda., Sementes Selecionadas Ad Ltda. e WestSeeds Participações Ltda.
O maior mito utilizado para legimitar o mercado dos transgênicos é que “o aumento de produção dos alimentos resolveria a fome”. Não precisa ser nenhum economista pra saber que o problema da fome e da miséria não é a escassez de alimentos, mas a má distribuição de riqueza produzida. Ainda mais em um novo modelo onde você terá de pagar royalties e taxas paras poucas transnacionais que monopolizam o mercado.
Pesquisando sobre o assunto, encontrei dois documentários de tirar o fôlego, que já fazem parte de nossa lista de doumentários.
Sweet Misery - Aspartame
O primeiro foi Sweet Misery, sobre o aspartame, o qual aparentemente é a causa do aumento de doenças raras.
O segundo é O Mundo segundo a Monsanto, que demonstra claramente que estamos sendo engolidos pelo corporativismo selvagem, que transforma o ser humano em mais um obstáculo que precisa ser transposto.
Aos estudantes de direito, recomendo assistir ambos documentários, além de A Corporação, que também toca no assunto.
Cuidado, o seu alimento pode estar lhe causando donças.
Saiba mais em: http://www.algosobre.com.br/biologia/alimentos-trangenicos.html
http://busca.uol.com.br/buscar.html?q=alimento+transgenico
http://transgenicosnao.blogspot.com/
Conheça a lista de produtos transgênicos elaborada pelo Greenpeace emhttp://www.greenpeace.org.br/transgenicos/pdf/guia_consumidor_4.pdf

Em tempo, como esses desgraçados são aliados no plano contra a população mundial, e pretendem sujar os gênes das espécies naturais, já criaram (não estes) um banco de dados vegetal com mais de 4milhões de sementes, o que chamamos alienadamente de Arca de Noé Vegetal, a qual será assunto por aqui mais futuramente.