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13 de março de 2014

Jagunços incendeiam 28 casas e espancam indígenas no sul da Bahia

Por Patrícia Bonilha
Do Cimi

Mais um episódio de extrema violência envolvendo a disputa de terras ocupadas pelo povo Tupinambá ocorreu na Bahia. Desta vez, a cena dos crimes foi o município de Itapebi, localizado no extremo sul do estado, há cerca de 600 km da capital Salvador. Na última sexta-feira (7 de março), por volta das 9h, dezoito jagunços – dentre eles dois ex-policiais - fortemente armados circularam a aldeia Encanto da Patioba, renderam três homens, duas mulheres e duas crianças, espancaram dois idosos e um casal, mataram animais domésticos e de criação, roubaram bens, ameaçaram estuprar uma das mulheres e incendiaram todas as 28 casas da aldeia.

13 de dezembro de 2013

Os índios são especialistas em fim do mundo, diz o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro

Durante conferência na Universidade de São Paulo, o antropólogo do Museu Nacional, Eduardo Viveiros de Castro, debateu as relações entre cosmologias indígenas e não indígenas sobre a catástrofe ambiental

Intitulada “Últimas notícias sobre a destruição do mundo”, a palestra demonstrou como estão relacionadas as especulações indígenas sobre a destruição do mundo com a experiência de destruição do mundo vivenciada por meio da devastação ambiental.

CONHECIMENTO INDÍGENA É VITAL PARA PRESERVAR BIODIVERSIDADE

Postado por Eduardo Sejanes Cezimbra


Especialistas internacionais em biodiversidade disseram nesta segunda-feira (09/12) que é vital para todas as comunidades do mundo aprender o conhecimento tradicional de povos indígenas para enfrentar as consequências da mudança climática e o rápido desaparecimento das espécies.

Especialistas da Plataforma para Biodiversidade e Serviços do Ecossistema da ONU (Ipbes) afirmaram em comunicado que as lições das comunidades indígenas são aplicáveis em campos como agricultura, manejo florestal e a exploração dos oceanos.

Exemplos do valor do conhecimento tradicional indígena diante dos problemas ambientais e ecológicos de hoje em dia são, por exemplo, as técnicas de gestão de incêndios florestais desenvolvidas há milhares de anos por povos no que hoje são os territórios de Austrália, Indonésia, Japão e Venezuela.

Grupos indígenas dessas regiões utilizam os incêndios controlados no início da estação seca para criar zonas que amenizam os incêndios incontroláveis na época mais seca do ano, o que, além disso, contribui para a proteção da biodiversidade.

Os especialistas também ressaltaram que perante o aumento de condições meteorológicas extremas, a forma como os indígenas de China, Bolívia e Quênia administraram seus cultivos é uma lição que deve ser aprendida pelos agricultores modernos.

Neste caso, as comunidades indígenas preferiram sempre cultivar uma variedade de produtos tradicionais, apesar desta opção oferecer menos rendimento que o cultivo único de uma só variedade para fazer frente em melhores condições às possíveis mudanças das condições meteorológicas durante o ano.

Outro exemplo é a prática da agricultura rotativa no planalto da Tanzânia e nos campos do norte da Tailândia. E em muitas comunidades das ilhas do Pacífico, a prática tradicional implica o uso de restrições, tanto de espaço como de tempo, para permitir a recuperação dos recursos marítimos.

O presidente de Ipbes, um organismo internacional cujo objetivo é buscar soluções para a perda de biodiversidade, Zakri Abdul Hamid, disse em uma declaração que “nossa tarefa é complexa, mas essencial”.

“Devemos identificar as lacunas de conhecimento e criar relações entre decisões políticas e conhecimento, em todas suas formas”, acrescentou.

“Isto significa desenvolver um processo pelo qual a comunidade científica e a comunidade política reconhecem, consideram e estabelecem pontes com os indígenas e seu conhecimento local para a conservação e uso sustentável da biodiversidade”, disse Abdul Hamid.

Guarani e Kaiowá, do Yvy Katu, resistem à ordem de despejo





"Decidimos resistir à ação de despejo e seremos mortos pela arma de fogo dos homens brancos ou policiais. Não há dúvida. Não iremos recuar nem um passo para traz, vamos resistir por questão de honra e profundo respeito aos nossos ancestrais", diz a carta

13/12/2013

Da Redação

Diante de cincos ordem de despejo judicial contra os Guarani e Kaiowá, no Mato Grosso do Sul (MS), o Aty Guasu divulgou uma carta direcionada ao Governo Federal, Justiça Federal e para todas as sociedades nacionais e internacionais do mundo, em que os cerca de 5 mil índios reafirmam que não sairão de suas terras.

Prevendo que o pior pode acontecer com a resistência, para eles, ficar em suas terras é questão de honra. "Decidimos resistir à ação de despejo e seremos mortos pela arma de fogo dos homens brancos ou policiais. Não há dúvida. Não iremos recuar nem um passo para traz, vamos resistir por questão de honra e profundo respeito aos nossos ancestrais", diz a carta.

Os índios ainda solicitam à presidenta Dilma e à Justiça Federal - que decretou a nossa expulsão - para "assumir a responsabilidade de amparar e ajudar as crianças, mulheres e idosos (as) sobreviventes aqui no YVY KATU que certamente vão ficar sem pai e sem mãe após a execução do despejo pela força policial", diz a carta.

Veja a carta na íntegra:

11 de dezembro de 2013

Terra para índio



NOTA DE REPÚDIO - A CONTAG – Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura manifesta seu mais veemente repúdio às declarações públicas dos ruralistas do estado do Mato Grosso do Sul que, em frontal desrespeito ao estado democrático de direito, se propõem a realizar leilão para montar ou financiar segurança privada para coibir e atacar as comunidades indígenas. No entendimento dos ruralistas esta ação servirá para resistir ao que chamam de “invasões de terras” e contam, inclusive, com apoio explícito de parlamentares que violam o decoro parlamentar, apoiando iniciativas violentas e ilegais. A CONTAG entende como fundamental a apuração de tais fatos e a punição exemplar dos responsáveis, incluindo os parlamentares envolvidos. É inaceitável que o Brasil do século XXI seja obrigado a conviver com estas práticas nefastas e retrógradas, que se julgavam extintas pela propalada modernidade do agronegócio brasileiro. Os latifundiários, denominados de fazendeiros, ruralistas ou empresários rurais, mantêm os mesmos instrumentos e práticas vis que historicamente adotaram para se apropriarem, ou se manterem sobre o domínio das terras, violando direitos dos povos e desconsiderando exigências básicas ao direito da propriedade traduzidas nos critérios para o cumprimento da função social. Na luta por seus direitos, trabalhadores e trabalhadoras rurais, indígenas, povos tradicionais e seus apoiadores são vítimas constantes da violência e da truculência, situação agravada pela inércia do Estado e impunidade perpetrada pelo poder judiciário. Neste momento, representações de entidades e movimentos sociais estão sofrendo sérias ameaças de morte em razão de terem apoiado a ação que resultou na decisão liminar da Justiça Federal de Campo Grande-MS de suspender o “leilão da resistência” organizado pelos ruralistas. O mais grave é que estas ameaças se somam aos inúmeros assassinatos de indígenas e a várias outras formas de violência praticadas contra eles naquele estado, que apesar de serem amplamente denunciadas, não resultaram em condenação dos culpados. Dessa forma, a CONTAG exige a urgente e rígida investigação sobre estes fatos, especialmente quanto à realização de tal leilão e da destinação dos seus recursos, com a punição exemplar dos responsáveis. PELA AMPLA REFORMA AGRÁRIA, GARANTINDO O DIREITO À TERRA E AO TERRITÓRIO! Diretoria da CONTAG

12 de novembro de 2013

Devastação ambiental, poluição e expulsão de comunidades tradicionais.

Da Agência Pública




Grandes corporações globais do setor de alimentos financiam, no Brasil, grilagem de terras, devastação ambiental, poluição e expulsão de comunidades tradicionais.

Essas mesmas corporações também são responsáveis pela invasão de terras indígenas com o objetivo de plantar cana-de-açúcar, como acontece no Mato Grosso do Sul.

Na lista, estão as maiores indústrias do setor de alimentos: Coca-Cola, PepsiCo, Unilever, Nestlé, Kellogg’s, General Mills, dentre outras. Essas empresas se relacionam comercialmente com usinas, beneficiadoras de cana-de-açúcar, que estão diretamente implicadas nos problemas listados acima.

Uma outra gigante do setor, a Bunge, é dona de uma usina, no Mato Grosso do Sul, que beneficia cana-de-açúcar plantada em terras indígenas.


Violência

Existem 51 territórios indígenas no Mato Grosso do Sul. Todos estão em grave situação de insegurança alimentar e violação dos direitos humanos. A plantação de cana-de-açúcar triplicou nos últimos sete anos, sem contar outras culturas, como milho e gado. Dos 79 municípios do estado, 38 tem pelo menos uma usina.

Dos 125 casos de violência contra povos indígenas registrados no Brasil em 2012, o maior número de casos (25) ocorreram no Mato Grosso do Sul, quase todos eles por conta dos conflitos envolvendo invasão de terras indígenas por parte de fazendeiros.


8 de novembro de 2013

Vamos morrer lutando - Guarany-Kaiowá

Este email pode ser o último que estarei te mandando, pois nós membro do ATY GWASU (Grande Assembléia do povo Indígena Kaiowá e Guarani) estamos reunidos para resistir ao despejo que um Juiz sem alma decretou para despejar nosso povo da Terra Indígena Yvy katu-Municipio Japorâ-MS, nesta sexta feira, dia 08 de novembro 2013.

Estamos cercados por latifundiários, pistoleiros armados com arma de fogo neste momento. Eles estão todos na ponte do rio Iguatemi onde, em 1830 (fonte Montoya), muitos Guarani-Kaiowá derramaram sangue na luta pela vida.

E hoje, em 2013, mais uma vez estamos neste mesmo rio, tentando sobreviver. Senhor senador se existe lei, se existe direito para humanos pedimos que o senhor leve esse nosso clamor à Presidente Dilma.

Não aguentamos mais, por isso vamos morrer lutando.

Já foi cantado o canto da despedida da terra pois sabemos que vamos morrer porque os latifundiários têm muitas armas e nos não temos.

A nossa arma é apenas o canto, nossa arma e o nosso modo de ser e de viver. "Esperamos que nos ouça , enterrem o nosso corpo na beira do rio Iguatemi . Esse nosso último pedido.

Enviado por: Ione Rochael Guarany-Kaiowá - Aty Guasu.



25 de setembro de 2013

Se reproduzir e se bancar com o máximo de consumo, qualquer idiota pode fazer


Confira a entrevista com Ailton Krenak, líder indígena, ambientalista e escritor

Vinícius Carvalho - redacao@revistaecologico.com.br




O último censo apontou a existência de 305 etnias diferentes no Brasil. Em meio a tanta diversidade, o que define o índio?

Só somos índios para os outros. Para nenhuma de nossas famílias nós somos os índios. Quando uma pessoa do meu povo quer se identificar, entre nós, ele chama o outro de burum. E se você for traduzir o burum, quer dizer “ser humano”. Então, nós nos reconhecemos como seres humanos; e, talvez, a crise de civilização que vivemos seja um grande liquidificador que vai permitir que todas estas alcunhas generalistas – os amarelos, os índios, os brancos, os pretos – se dissolvam neste caldeirão para que aprendamos, de novo, a ser a velha e ótima humanidade. Aceitar todos como irmãos – mesmo que ele não fale sua língua ou tenha hábitos diferentes dos seus – é um recurso de aproximação maravilhoso. O que acho que estes povos têm de beleza para contribuir com o arranjo da humanidade é justamente esta percepção sutil de que somos todos seres humanos. Somos coloridos, o mundo é colorido.



Qual a essência da crise?

Estamos caminhando para um desastre comum, porque não conseguimos mais nos reconhecer uns aos outros. É como se a gente estivesse em uma corrida maluca que já não tem mais a motivação da largada, mas que prossegue, porque alguém tem que chegar primeiro. Os chineses têm que chegar primeiro. Os americanos têm que chegar primeiro. Os europeus têm que chegar primeiro. Mas não estamos indo a lugar nenhum e é escandaloso o tanto de energia que capturamos da natureza para imprimir nela um significado cultural.



É um dilema espiritual também?

Muita gente tem problema com a palavra sagrado e acha que aplicar esse termo à natureza é um exagero, como se fosse uma tentativa equivocada de estender à natureza conceitos que são só da cultura. É difícil, muita gente tem vergonha do sagrado ou de demonstrar alguma sensibilidade que não tenha a ver apenas com seu umbigo. Se reproduzir e se bancar com o máximo de consumo, qualquer idiota pode fazer, mas não é qualquer idiota que consegue transcender à fissura de si mesmo e ter uma percepção de que somos mais do que animais que se reproduzem e dominam territórios. Somos capazes de ideias, percepções e sentimentos que restabelecem para nós mesmos o sentido de sagrado. E sagrado pode ser tudo aquilo em que botamos os olhos a depender dos olhos com que enxergamos o mundo. Se vemos uma montanha como toneladas de minério a serem transformadas em carros e outras bugigangas, então ela não pode ser sagrada. Se olhamos uma floresta e não conseguimos vê-la com algum significado transcendente, então ela vira só um estoque de recursos naturais. É quase o que acontece no Brasil hoje com relação à energia, todos os nossos rios estão sendo calculados em quilowatts. Então, alguém olha um rio e só pensa em quanta energia pode ser retirada dali. São verdadeiros vampiros que olham a natureza com as presas de fora.



Como nadar contra essa correnteza?

Quando você me pergunta como nadar contra a correnteza, o que eu digo é que não devemos nadar contra a correnteza. A lição da água é você acompanhar o movimento dela. Agora, acompanhar o movimento da água como uma tábua é uma coisa, e acompanhar esse movimento como um peixe vivo é outra. Há uma parábola muito bonita sobre isso que ouvi da Gurumai, continuadora de uma tradição de grandes gurus. Meses antes da tsunami na Ásia, ela sonhou que estava no mar com as amigas. Era um mar de corais, e o céu estava tão maravilhoso e azul. De repente, elas foram surpreendidas por um turbilhão que não deu a elas tempo de fugir para a praia. As amigas que sabiam surfar jogaram a prancha para cima e seguiram a onda. Ela, ao contrário, ouviu uma voz que disse: ‘Respire e mergulhe o mais fundo que puder’.

Quando finalmente retornou do fundo das águas, viu que as amigas que pegaram a primeira onda estavam esmagadas no rastro de toda aquela destruição. A lição da água não é nadar contra a corrente, é mergulhar fundo. Quem quer nadar contra a corrente é o velho homem. E mergulhar fundo significa aceitar os nossos defeitos, as nossas incapacidades. Enquanto não fizermos isso, aceitaremos que somos capazes de sermos maiores que nós mesmos.



E o que define este novo homem?

Esse homem não quer subir no pódio, não quer ser presidente da empresa, não quer ser maior do que ninguém. Ele está desconfiado de qualquer coisa que não pode ouvir ou enxergar sem binóculo. Ele quer relações transparentes, quer falar e ser ouvido, quer ser visto como um ser humano que erra, que chega atrasado, que pega gripe, que morre de câncer, que tem defeitos. Essa é a nossa possibilidade: acertar a partir de nossos próprios erros, sem ter vergonha de reconhecê-los. É não achar que meu erro precisa ser escondido e o do outro mostrado.

Gandhi já dizia: ‘comece a mudança por você mesmo’. Começar a mudança por você mesmo é ser transparente com seu pais, seus companheiros, seus erros, seus medos. Se você conseguir ser transparente com todos esses lados da sua vida, é bem possível que vá desvendar uma coisa divina na sua frente. Porque o divino é transparente.



Como ANALISA hoje o quadro indígena no Brasil?

A agulha que está fazendo do-in na cabeça dos índios é a do Iniciativa para Integração de Infraestrutura Regional Sul Americana (Irsa), que quer construir hidrelétricas em todos os rios. É a do Brasil que quer exportar 200 bilhões de toneladas de grãos, transformando o Cerrado em soja, cana-de-açúcar ou qualquer outro bagulho que o mercado queira comprar. É como se não importasse o que nós somos capazes de fazer, mas o que o mercado quer que a gente faça. E agora, no Brasil, querem tirar debaixo do pé dos índios minério, gás e petróleo. Meteram a mão no Xingu, estão construindo barragens e usinas no rio Telles Pires e em tudo quanto é curso d’água que tenha potência, sendo que potência para eles significa quilowatts. Se você fizer isso em todos os rios indígenas, você mata os índios.

Uma das coisas que os tecnocratas dizem, por exemplo, é que Belo Monte está a centenas de quilômetros do parque do Xingu, só que ele está no rio Xingu, e o rio é um organismo vivo. Se você cortar o pé de um desses tecnocratas será que ele não sente dor porque o pé está longe do coração? É de uma burrice sem fim. Isso não é governar, é desgovernar. E do Fernando Henrique Cardoso para cá, incluindo todos os governos, parece que a gente decidiu alugar o Brasil.



Ilustração artística mostra a usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará - Divulgação/Norte Energia

É momento de um presidente indígena na Funai?

O auge da política indigenista ocorreu na ditadura militar. Você tinha generais no comando da Funai. Quando o Figueiredo saiu e entrou o Sarney, continuamos ainda com os coronéis e gente do Serviço Nacional de Informação (SNI), um antro de arapongas. Daí, na virada da década de 80 para 90, começa a era dos antropólogos. Estamos há 20 anos testando a experiência dos antropólogos à frente da Funai, enquanto ela vai se mumificando. Porque é isso: a Funai está morta. Eles administrativamente a vincularam ao Ministério da Justiça, onde virou a filha feia que a família esconde no porão. Este é o lugar que o Estado brasileiro reservou para os índios. Há 10 anos, um antropólogo que iria assumir a direção da Funai me perguntou o que eu achava. Eu disse: compra uma caixa de dinamite, assina o ato de posse e implode aquela coisa. Daí, você talvez obrigue o Estado brasileiro – não uma autarquia confinada ou uma só pasta – a dialogar de verdade com os povos indígenas. Eu acredito que o ideal seria um Estado plurinacional.


Inspirado em alguma experiência?

Já temos experiências assim na Bolívia e no Canadá, onde estas etnias, independentemente do tamanho de sua população, são reconhecidas na sua capacidade de se autodeterminar e governar seus territórios. No Brasil é que as pessoas querem pensar pequeno. Não tenho mais paciência para essa conversinha fiada, deixo ela para os antropólogos que ainda querem continuar trocando figurinhas sobre como vão acompanhar o aniquilamento do que ainda existe de decência no governo brasileiro no trato com os povos indígenas. Fico triste e tenho vergonha dos antropólogos continuarem aceitando fazer esse jogo sem vergonha do toma lá dá cá com os partidos políticos. Eles deviam fazer uma declaração pública de que a Funai está extinta e de que precisamos de outro patamar de relação com as sociedades indígenas. É preciso uma ruptura com tudo isso que foi feito até aqui.


Ailton Krenak é uma das lideranças indígenas mais ativas do Brasil. Esteve ao lado de Chico Mendes na Aliança dos Povos da Floresta, participou da fundação da União das Nações Indígenas (UNI) e se tornou símbolo da luta pelos direitos dos povos tradicionais na Assembleia Nacional Constituinte, quando pintou o rosto de preto com pasta de jenipapo, enquanto discursava no plenário do Congresso, em sinal de luto pela lentidão na tramitação das pautas indígenas. Em entrevista concedida à ECOLÓGICO às margens do Rio Cipó, Ailton alerta para uma crise de civilização, destaca o lugar da espiritualidade hoje e critica algumas das principais ameaças aos povos indígenas em curso no Brasil. “Estamos caminhando para um desastre comum, porque não conseguimos mais nos reconhecer uns aos outros”.





6 de junho de 2013

A revolução na Turquia também é por causa de "Belo Monte".

A revolução ganhou as ruas na Turquia, o povo em massa está revoltado com o autoritarismo do Governo. O estopim foi a derrubada de uma praça pública para construção de shopping, mas o sentimento de revolta vem desde o início da construção de uma usina hidrelétrica.    



O filme abaixo, Damocracy mostra a realidade e as lutas dos atingidos pelas hidrelétricas de Belo Monte, no Brasil, e de Ilisu, na Turquia, e desconstrói o mito de que a hidreletrecidade é uma energia limpa.

Assim como Belo Monte, a história do barramento do rio Tigre na região de Ilisu data da década de 1980, quando o governo turco iniciou o projeto da hidrelétrica, da mesma forma que Belo Monte, a usina é foco de uma intensa batalha judicial em função dos seus enormes impactos, principalmente a inundação e destruição de um dos maiores tesouros arqueológicos do mundo: a vila de Hasankeyf.

www.damocracy.org

14 de maio de 2013

À Sombra de um Delírio Verde

À Sombra de um Delírio Verde from Mídia Livre on Vimeo.

Gasolina ou Álcool? Qual a opção mais ecológica, mais justa? Assista a esse documentário, talvez você mude de opção...

Sinopse: Na região Sul do Mato Grosso do Sul, fronteira com Paraguai, o povo indígena com a maior população no Brasil trava, quase silenciosamente, uma luta desigual pela reconquista de seu território.
Expulsos pelo contínuo processo de colonização, mais de 40 mil Guarani Kaiowá vivem hoje em menos de 1% de seu território original. Sobre suas terras encontram-se milhares de hectares de cana-de-açúcar plantados por multinacionais que, juntamente com governantes, apresentam o etanol para o mundo como o combustível “limpo” e ecologicamente correto.
Sem terra e sem floresta, os Guarani Kaiowá convivem há anos com uma epidemia de desnutrição que atinge suas crianças. Sem alternativas de subsistência, adultos e adolescentes são explorados nos canaviais em exaustivas jornadas de trabalho. Na linha de produção do combustível limpo são constantes as autuações feitas pelo Ministério Público do Trabalho que encontram nas usinas trabalho infantil e trabalho escravo.
Em meio ao delírio da febre do ouro verde (como é chamada a cana-de-açúcar), as lideranças indígenas que enfrentam o poder que se impõe muitas vezes encontram como destino a morte encomendada por fazendeiros.
http://www.thedarksideofgreen-themovie.com

Agradecimentos a Jessica Cardoso pela sugestão e link

Postado por DocVerdade

29 de novembro de 2012

Pouco índio para muita terra ou muita terra para pouco fazendeiro?

Por Márcio Santilli e Raul do Valle*
Da Folha de S. Paulo

Ganhou espaço nesta Folha a divulgação de pesquisa encomendada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com a pretensão de traçar um perfil da população indígena do país.

Uma de suas conclusões deixa clara a tese que pretende comprovar: "A situação territorial também causa preocupação, mas não é o maior problema, como afirmado por ONGs, movimentos sociais e certas áreas de governo".

Kátia Abreu, a antropóloga, criadora da abreugrafia
A pesquisa foi feita entre junho e julho, mas só foi divulgada agora, quando voltam à mídia os conflitos territoriais entre fazendeiros e índios guarani-kaiowá (MS) e xavante (MT). Os bens de consumo usados pelos índios caracterizariam "urbanização". A enquete aponta que a principal preocupação dos índios seria seu precário atendimento de saúde.

Sempre houve interesse dos índios por bens de consumo que não produzem, desde ferramentas, alimentos, remédios até televisão e celular, o que não implica serem eles menos índios ou necessitarem de menos terra. Os demais brasileiros, a começar pelos patrocinadores da pesquisa, têm interesse por bens importados e nem por isso deixam de ser brasileiros.

A própria enquete mostra que 94% dos indígenas entrevistados praticam agricultura, 85% caçam e 86% pescam frequentemente, atividades que dependem de áreas extensas e preservadas. Mostra ainda que 68% dos índios da região Sul, que têm apenas 0,18% das terras demarcadas, recebem cestas básicas, apesar de a maioria (52%) ter trabalho remunerado. No Norte, que abriga 81% das terras, só 7% dos índios depende de cestas básicas, embora poucos tenham emprego.

A tese de que a terra não é importante para os índios não é confirmada pela própria pesquisa, mas a CNA pretende deformar seus resultados para defender a aprovação de projetos no Congresso que buscam alterar a Constituição para inviabilizar a demarcação de novas terras, sobretudo quando ocupadas por grandes produtores.

A estratégia de propagar teses infundadas para justificar uma posição política já foi usada pela CNA para fragilizar o Código Florestal. Agora, pretende-se induzir a ideia de que os próprios índios não querem mais terra, embora 57% dos entrevistados na enquete tenham respondido que seus territórios são menores do que o necessário (o número chega a 92% no Sul).

A CNA sugere que "há muita terra para pouco índio", já que 520 mil indígenas aldeados vivem em 113 milhões de hectares de terras indígenas. Ocorre que 98,5% dessa área está na Amazônia, onde vivem 60% dos indígenas do país. Os outros 40% dispõem de apenas 1,5% de todas as terras, em geral em áreas exíguas. O Mato Grosso do Sul é um caso emblemático.

Muita terra têm os grandes produtores rurais, representados pela CNA. Segundo o IBGE, os 67 mil maiores proprietários possuem 195 milhões de hectares, 72% a mais que os índios. Além disso, as terras indígenas preservam 98% da sua vegetação nativa e prestam serviços ambientais a toda sociedade.

Quem mais precisa de terra são os 45 mil guarani-caiová, alvo principal da CNA, confinados em 95 mil hectares oficialmente reconhecidos, mas ainda ocupados em grande medida por fazendeiros. Eles dispõem de área muito menor que os 700 mil hectares destinados a 28 mil famílias assentadas da reforma agrária no Estado.

Melhor faria a CNA se, em vez de insistir em impedir a demarcação de terras, trabalhasse para que os governos estaduais que, no passado, emitiram títulos de propriedade inválidos, porque incidentes sobre área indígena, sejam agora responsabilizados a indenizar aqueles que, de boa fé, hoje os detêm.

*Márcio Santilli é coordenador de política e direito socioambiental do Instituto Socioambiental (ISA), ex-deputado federal e ex-presidente da Funai e Raul do Valle é advogado e coordenador-adjunto de Política e Direito Socioambiental do ISA.

28 de novembro de 2012

Darcy Ribeiro: O Guerreiro Sonhador

O documentário narra a vida de Darcy Ribeiro a partir de matérias produzidas pelo próprio educador e por meio de depoimentos de amigos como Oscar Niemeyer, Leonel Brizola, Sérgio Cabral, Cristovam Buarque, Ziraldo, Nélida Piñon e Eric Nepomuceno, dentre outros. 2007.








15 de outubro de 2012

Guaranis Kaiowás pedem a morte

do Observar e absorver de Observar e absorver




Gravíssima situação, à beira de mais um crime contra a humanidade. É a ameaça de extinção de mais uma etnia originária, anunciada e reportada, para que ninguém fique isento de responsabilidade nesta vergonha, mais uma pra coleção de torpezas sofridas pelos povos locais.

A história se arrasta há séculos, desde a chegada da civilização européia. Durante a época dos militares, tentou-se diluir os índios na sociedade, com uma série de medidas "culturicidas". A idéia imposta era a de que não havia mais índios, eram todos brasileiros. Ridículo, absurdo, de uma insensibilidade criminosa. Não podia dar certo, apesar de ter causado muito sofrimento e alguns genocídios que hoje devem ser investigados pela tal Comissão da Verdade. Os Waimiri Atroari, por exemplo, contam em mais de três mil o número de mortos, em meio à sua diáspora para a construção da estrada Manaus/Boa Vista.

Em 2012 a coisa recrudesce pro lado dos Guarani Kaiowá. Massacre em cima de massacre, lideranças mortas uma atrás da outra, isolamento do grupo remanescente entre grandes fazendas e assédio constante de jagunços, tiros a esmo de noite, pressão e perseguição, ódio constante, desprezo cultivado. Cansei de ouvir a frase "índio tem que morrer" em áreas onde convivem indígenas e latifúndios. Os "bugres" são vistos com repulsa, com desconfiança, com nojo, na mais perversa distorção da realidade, na habitual transformação das vítimas em culpados. Falta de humanidade, falta de justiça, falta de vergonha na cara.

Agora os Guarani lançam um documento em que anunciam sua morte coletiva. O índice de suicídio entre eles é altíssimo, causado pelas condições em que vivem os remanescentes dessa outrora grande tribo, pressionados de todos os lados para que não existam. Alguns êxitos jurídicos na direção dos seu direito às terras demarcadas e outorgadas, mas ocupadas por fazendeiros, levantaram o ódio dos invasores. O assédio da violência se tornou insuportável, os recursos inundaram o judiciário, a conivência de juízes atuou na direção de adiar a retomada das terras ancestrais para o dia de são nunca. Com a ordem de despejo dada por um juiz da região, cúmplice dos fazendeiros que desejam o fim desse povo que está no caminho dos seus lucros, da sua avidez territorial, os guaranis viram apagar a luz da esperança e já não desejam viver, apenas morrer e serem enterrados na terra dos seus ancestrais. Eles estão acampados à margem de um rio, área federal, não de fazendas, mas a ordem foi dada assim mesmo.

Estamos diante de um crime anunciado, mais uma demonstração dos valores exercidos em nossa sociedade pelos maus que gerenciam os poderes falsamente ditos públicos. Mais um sinal de como é vergonhosa a participação nesta coletividade "civilizada", com seus valores distorcidos e seu comportamento bandido contra tudo e todos os que não se adequam ao modo de vida estabelecido. Com um mínimo de dignidade, é necessário retirar de dentro de cada um de nós os condicionamentos e as mentiras plantadas com intenções de domínio e controle sobre a sociedade. É preciso contestar o comportamento criminosos cotidiano dessa civilização dos diabos. É preciso recusar e desobedecer as ordens tácitas do sistema. Chega de ânsia de consumo, chega de competição desenfreada, chega de avidez, de divinizar o lucro e desprezar a vida. Chega de crimes, de falsidades, de interesses mesquinhos. Despertar é preciso.

Abaixo, o asrtigo que traz a carta em que os Guarani Kaiowá anunciam sua decisão. Esta página da história será estudada, no futuro, com horror e espanto diante desta estrutura de sociedade assassina, a serviço dos mais perversos vampiros da humanidade. Todo o aparato público, de repressão, de leis, de justiça, de governos, etc, tudo foi controlado e posto a serviço dessa minoriazinha safada e perversa, capaz dos piores crimes em nome dos seus interesses de poder e patrimônio. Esta sociedade, em todas as suas nuances (com raras exceções localizadas e esterilizadas), é de envergonhar qualquer um com um mínimo de consciência, dignidade e sentimento humano. Há muitas outras informações sobre o que vem acontecendo nesse links e através deles se pode montar um painel dos últimos acontecimentos.

http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&conteudo_id=6553&action=read
http://www.cimi.org.br/site/pt-br/?system=news&conteudo_id=6553&action=read&page=4

Audio do CIMI (Conselho Indigenista Missionário)
http://www.cimi.org.br/pub/Potyro/Potyro793.mp3

Não pensamos muito nisso, não faz parte da nossa realidade cotidiana. Mas o clima tenso é constante, dia e noite. A qualquer momento, tiros varam o acampamento guarani. A todo instante, ameaças de morte e extermínio. Acusações infundadas, reações criminalizadas, desqualificação preconceitual. Somos todos parte da responsabilidade por essa vergonhosa existência "civilizatória". Se esse é o preço do desenvolvimento, que porra de desenvolvimento é esse que inferniza as relações sociais? É uma mentira a mais, isso não é desenvolvimento real. É, sim, o desenvolvimento da barbárie, do roubo, do assassinato, do genocídio, da dizimação dos povos indígenas. É a cracia do demo, essa democracia.


Galeria de vídeos
http://www.cimi.org.br/site/pt-br/index.php?system=videos


Isso aí abaixo é um evento cotidiano. Eu vi, co'esses zói que a terra há de comer, acontecimentos parecidos, pra não dizer iguais, no leste da Amazônia. Senti o ódio plantado na população contra os "bugres", a partir do ódio raivoso dos fazendeiros - quanto mais rico, maior o ódio e o desprezo.



Informativo da comunidade Guarani-Kaiowá de tekoha Arroio Kora-Paranhos-MSNós comunidades de Tekoha Arroio Kora em conflito, vimos através deste, informar que no dia 04 de outubro de 2012, mais uma vez, às 09h00min, fomos atacados a tiros pelos pistoleiros da fazenda Porto Domingos, o ataque a tiros foi coordenado pelo próprio atual proprietário o Sr. Luiz Bezerra juntamente com “Francisco paraguaio” e mais de 5 pistoleiros contratados.

11/10/2012
do blog do Comitê Internacional de Solidariedade ao Povo Guarani e Kaiowá
Nós comunidades de Tekoha Arroio Kora em conflito, vimos através deste, informar que no dia 04 de outubro de 2012, mais uma vez, às 09h00min, fomos atacados a tiros pelos pistoleiros da fazenda Porto Domingos, o ataque a tiros foi coordenado pelo próprio atual proprietário o Sr. Luiz Bezerra juntamente com “Francisco paraguaio” e mais de 5 pistoleiros contratados.
Um coordenador/articulador dos pistoleiros desta fazenda Porto Domingos é conhecido como Francisco Paraguai, falante de língua Guarani que coordena a ameaça de morte e ataque desde o dia 10 de agosto de 2012. Francisco paraguaio veio juntamente com mais de 5 pistoleiros e começaram atirar nos indígenas e ameaçou gritando em língua guarani, “ficam sabendo que voltamos hoje para matar todos índios”, “ vocês índios bichos! Vão morrer! índios vagabundos!”. “Nós vamos matar vocês com 12”! Hoje muitos índios vão morrer!”. “Vimos hoje para expulsar e matar vocês todos” . Assim avisaram nos, gritando e começaram a atiram sobre nós. Eles estão todos armados, vieram na caminhonete da fazenda Porto Domingo, dirigido por Luiz Bezerra.
Diante do fato, desde 9 horas denunciamos o ataque a tiro por telefone, passamos a ligar para todas as autoridades federais em Brasília-DF, comunicamos o fato à FUNAI Ponta Porã. A equipe da Polícia Federal e MPF. Agentes da equipe da Polícia da Força Nacional chegaram, às 10h30min, ao Arroio Kora em conflito. Ao avistar a equipe policial de longe, mais de 3 pistoleiros correram com as armas e fugiram do local e se esconderam. A Polícia Força nacional cercaram e encontraram o acampamento dos pistoleiros, em flagrante, o fazendeiro Luiz Bezerra e coordenador/chefe de pistoleiros “Francisco Paraguai” seus auxiliares foram abordados pela polícia.
A caminhonete é do Luiz Bezerra. Às 11 horas uma equipe da Polícia Força Nacional chegou ao local e abordou o fazendeiro Luiz Bezerra e Francisco paraguaio não deu tempo para se esconder e não conseguiu correr e foi abordado. Já é pela segunda vez, o senhor Luiz Bezerra foi abordado e avisado pela Força Nacional para não atirar mais nos indígenas. Ele jurou que não entregará a terra “de mão beijada”. Vai derramar sangue indígena para entregar a terra.
Munições intactas e deflagradas encontrada no local, mostrando ao fazendeiro Luiz Bezerra, ele, falou que os funcionários não tem arma não!
Quando foi abordado, o Francisco paraguaio ameaçou todos nós. Disse em língua Guarani, “ pemano mbaiteta pee ava, apojukata=”vocês índios vão morrer todos, eu vou matar vocês todos!”. Agentes da polícia, não entendeu a língua Guarani, nós entendemos, gravamos e filmamos a declaração de ameaça de morte coletivo do Francisco Paraguaio em frente pertinho da polícia de Força Nacional que vamos entregar à PF e MPF. No local, foi encontrando munições/vários cartuchos deflagrado.
Este é coordenador de ataque a tiros Francisco Paraguaio que ameaçou de morte nós indígenas em frente da Polícia, ameaçou em língua Guarani. “Vou matar todos vocês índios ainda, com certeza! = “Pemanombata, apojuka paiteta pee ava”.
Em resumo, os pistoleiros e nem fazendeiro Luiz Bezerra não foi preso, somente foi avisado, mais uma vez, para não mandar a atacar mais nós indígenas. A noite de 5/10/2012 se juntaram mais no local, os pistoleiros contratados pelo Luiz Bezerra.
Estes fatos resumidos aqui ocorreram hoje no dia 05/10/2012 em parte foi registrado pela equipe da Polícia Força Nacional.
Denunciamos que ameaça de morte coletiva/genocídio anunciado pelo Francisco em idioma guarani ocorrido no dia 05/10/2012, à 11:00 em frente da polícia. Os agentes policiais não entenderam a fala do Francisco.
Nós comunidades, de modo sintético, relatamos e encaminhamos aos conhecimentos de todos (as).
Atenciosamente,
Tekoha Arroio Kora-Paranhos-MS, 06 de outubro de 2012.
Lideranças e comunidades Guarani-Kaiowá de Arroio Kora.

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Fonte: http://uniaocampocidadeefloresta.wordpress.com

27 de abril de 2012

Índios Mbyá Guarani conquistam 77 hectares em Santa Maria

Ação civil pública foi ajuizada pela Procuradoria da República e tira comunidade indígena da beira da estrada. Atualmente índios vivem às margem da BR 392 na miséria absoluta

Concedendo antecipação de tutela a uma ação do Ministério Público Federal, a Justiça Federal de Santa Maria determinou a imediata imissão de posse para a comunidade indígena do acampamento Mibyá Guarani, possibilitando que eles ocupem uma área de 77 hectares de propriedade do Estado do Rio Grande do Sul, no Distrito Industrial da cidade. Atualmente, a comunidade indígena está acampada às margem da BR 392, entre os quilômetros 339 e 340, localidade de Arenal.