1 de março de 2010

A ilusão da gestão radical de custos

 
Uma das coisas que sempre me causou perplexidade na “cultura Ambev” foi essa prática, tão aclamada no mercado, de aplicar cortes sistemáticos de pessoal nas empresas mesmo quando essas estão com boa saúde financeira, como modo de cortar custos. Tratando pessoas como se fossem peças de estoque – para se dizer o melhor sobre isso – e esquecendo-se de que ali estão pessoas que possuem familia, filhos, sonhos, necessidade de lazer, problemas de saúde, etc. Aterrorizando e tirando o sono de legiões de seres humanos. Sempre achei isso muito discutível, porque pessoas são isso: pessoas. E assim devem ser tratadas. Eis então que, na Newsweek(edição internacional) de 05/02/2010, sai uma reportagem de capa exatamente a respeito disso, intitulada “Lay off the layoffs”. Muito interessante. Ela aborda justamente como essa prática, em última análise, não tem exatamente os efeitos tão alardeados, podendo inclusive destruir empresas. E “desconstrói” alguns mitos, como por exemplo a crença de que, quando há um corte de pessoal, as ações das empresas sobem na bolsa. Conta, por exemplo, como a Southwest foi a única companhia aérea que não cortou pessoal depois do 11/9 e depois disso se tornou a maior companhia de vôos domésticos americana, ou como a Circuit City, grande varejista de eletroeletrônicos, foi à bancarrora ao fim de 2008 tendo como um dos motivos um corte massivo de pessoal que tinha executado. (Note-se: essa reportagem veio de uma publicação dos Estados Unidos, berço do capitalismo!).
Para quem quiser ler, aqui está o endereço: http://www.newsweek.com/id/233131.

Por João Fabio

do Luis Nassif


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