Os navios pesqueiros têm que aumentar sua capacidade de captura de espécies marítimas, dizimando-as, para suprir os mercados de alimentos e nutrir (produzindo lixo) o excesso populacional.
A indústria do vestuário tem que fabricar quantidades imensas de roupas, bolsas, sapatos (que se transformam em lixo) para atender ao consumo do eexcesso populacional.
Os prefeitos têm de aprovar loteamentos residenciais para que suas cidades tenham condições de crescer (e produzir mais lixo), acolhendo novas moradias – que consomem mais materiais de construção –, para abrigar o excesso populacional.
Os veículos de carga têm que ser aumentados para distribuir a tempo os produtos básicos e os de sedução (lixo futuro) a cada vez mais gente consumista, para atender ao excesso populacional.
As matas e animais selvagens devem ser destruídos para que haja mais espaço físico (espaço estéril) para abrigar o excesso populacional.
As indústrias com processo de interferência química devem aumentar a produção de bens (que se transformam em lixo) para satisfazer às crescentes exigências das futilidades, oriundas do excesso populacional.
Novas pesquisas em todas as áreas são necessárias para a produção de artigos supérfluos (lixo adicional), por imposição do sistema capitalista em cultivar o modismo, fator importante para o consumo do excesso populacional.
Temos que conquistar a Lua, Marte e Venus para extrairmos dali seus recursos naturais, necessários à adoração incondicional do deus Lucro, advindo do consumo inconsciente de bens desnecessários (lixo) pelo cada vez maior excesso populacional.
No final, em futuro próximo, teremos no mundo uma só megalópole de pedra e cimento, diversidade imensa de tecnologias, paisagismos de plástico, corpos humanos acéfalos e sem alma. E não restará uma glebinha de terra onde possam ser consumidos pelas bactérias necrófagas os cadáveres remanescentes de uma população que pereceu pelos excessos de seus excessos.
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Maurício Gomide Martins, 82 anos, ambientalista e articulista do EcoDebate, residente em Belo Horizonte(MG), depois de aposentado como auditor do Banco do Brasil, já escreveu três livros. Um de crônicas chamado “Crônicas Ezkizitaz”, onde perfila questões diversas sob uma óptica filosófica. O outro, intitulado “Nas Pegadas da Vida”, é um ensaio que constrói uma conjectura sobre a identidade da Vida. E o último, chamado “Agora ou Nunca Mais”, sob o gênero “romance de tese”, onde aborda a questão ambiental sob uma visão extremamente real e indica o único caminho a seguir para a salvação da humanidade.
Nota: o livro “Agora ou Nunca Mais“, está disponível para acesso integral, gratuito e no formato PDF, clicando aqui.
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