O soldado americano Bradley Manning, que teria vazado documentos para o WikiLeaks, está preso e submetido a tratamento degradante: é mantido nu, em isolamento, impedido de dormir, sob iluminação direta e vigilância de câmeras 24 horas por dia.
Questionado, o presidente Obama, que antes de presidente é advogado constitucionalista, disse o seguinte:
“Fui informado [pelo Pentágono] de que sim, as condições são apropriadas e conforme nossos padrões básicos. Garantiram-me que são.”
E disse a verdade. Porque a tortura, a humilhação, o tratamento desumano e degradante são práticas corriqueiras ("padrões básicos") nos EUA.
Tão corriqueiras que apenas em 2007 o Congresso americano aprovou uma lei, em votação apertadíssima (222 a 199), que determinava que “a CIA não poderia mais submeter prisioneiros a simulação de afogamento, simulação de fuzilamento e humilhação sexual. Os agentes também não poderiam usar cães em interrogatórios”.
O presidente Bush vetou a lei, porque ela “limitaria as técnicas de interrogatório da CIA, impediria que os Estados Unidos conduzissem interrogatórios legais de terroristas importantes da al-Qaeda para obter informações necessárias para proteger americanos de ataques”.
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