9 de janeiro de 2012


Por Dalmace Capell Neto

Hoje falamos que vivemos em uma democracia, mas esta palavra que nos enche de entusiasmo é carregada de significados que hoje ainda não vemos nas instituições. A participação popular nas decisões se limita a escolhermos um Presidente,  Governadores, Vereadores, etc. – mas quem escolhe quem serão os candidatos? Quem define o quanto de verba eles terão para mostrarem suas propostas na mídia?

O financiamento de campanha é o que fortalece uma candidatura e normalmente os financiadores são grandes empresas, bancos, construtoras. Depois que a eleição acaba, estas empresas vão cobrar de seus eleitos o retorno do investimento que fizeram, solicitando aprovação de projetos que muitas vezes são péssimos para a população.

O marketing (trabalhado de forma nociva) vende a imagem de um bom moço e esconde suas atitudes e propostas, com a propaganda enganosa o povo compra a imagem e depois tem que engolir os projetos contra sua vontade.

E a falta de democracia não está apenas no executivo e legislativo. Os líderes do judiciário não são escolhidos pelos juízes e advogados, o comando do exército não é eleito democraticamente, quem define quem serão os reitores das universidades não são os professores e alunos.

A lista é grande e a democracia passa longe da nossa realidade.


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