Em Seminário realizado ontem, no Rio de Janeiro.

"O mundo enfrenta uma crise econômica de grande magnitude.
Uma crise que afeta todos nós, no Brasil, na África, e que é respondida pelos países ricos sempre da mesma forma: com “medidas de austeridade”. Isso quer dizer, corte dos investimentos públicos, diminuição dos salários, demissões, corte de benefícios dos trabalhadores, aumento da idade mínima para a aposentadoria.
Pedem austeridade aos povos, aos trabalhadores e aos governos dos países mais frágeis economicamente.
Mas, ao mesmo tempo, aprovam pacotes e pacotes de injeção de recursos no sistema financeiro, justamente nos setores responsáveis pela ciranda especulativa que provocou a crise que estamos vivendo.
Ou seja, punem as vítimas da crise e distribuem prêmios para os responsáveis por ela. Há algo de errado, de muito errado, nesse caminho.
Parece que os organismos multilaterais não têm autoridade e governança para fazer valer suas deliberações.
Lembro que os países do G20, em 2009, chegaram a um acordo sobre um conjunto de medidas para reforçar a regulação dos mercados financeiros.
De lá pra cá, nada foi feito nesse sentido."
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