24 de maio de 2013

A explosão de revolta na Suécia


AFP Jonathan Nackstrand
Por Altamiro Borges

A crise econômica mundial vitima até países considerados paraísos capitalistas. É o caso da Suécia, uma das vitrines do chamado "estado de bem-estar social". Desde domingo (19), quando a polícia assassinou um imigrante de 70 anos na periferia de Estocolmo, uma onda de protestos agita as ruas da capital. A violência, cometida no bairro de Husby, onde 85% dos moradores são imigrantes ou filhos de estrangeiros, detonou uma explosão de revolta contra o desemprego e a regressão social. Mais de 100 carros já foram incendiados e delegacias de polícia foram incendiadas.

Apesar de ainda ostentar um dos melhores índices de desenvolvimento humano do velho continente, a Suécia não ficou imune aos efeitos da crise capitalista. Nos últimos anos, os governos promoveram vários cortes de benefícios sociais, submetendo-se às chantagens do capital financeiro. Os principais afetados por esta política regressiva e destrutiva são os imigrantes que vivem no país. O desemprego é de apenas 6% no computo geral, mas salta para 16% entre os estrangeiros.

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