4 de julho de 2013

Mais um Golpe de Estado - Egito

Prisão domiciliar para o ex-Presidente.
Tirar da internet a fala do presidente deposto.
Ele foi o primeiro presidente eleito no Egito, com mais de 50% dos votos.
300 mandatos de prisão domiciliar para os integrantes do ex-governo.
Suspender a atual e fazer uma nova constituição.
Se o problema era o presidente, porque não convocar eleições imediatas.
Presidente sa suprema corte assume a presidência.
Fotografo egipcio acaba por filmar a propria morte


Cuidado Brasil. Lembram do primeiro presidente Brasileiro eleito pelo povo ?

da Redação Brasil de Fato

O chefe do Exército do Egito, general Abdel Fatah al Sisi, anunciou na tarde desta quarta-feira (3) a deposição do presidente Mohammed Mursi, primeiro presidente eleito democraticamente no país após a derrubada de Hosni Mubarak, em 2011. Os militares suspenderam, ainda, a Constituição egípcia, aprovada em dezembro de 2012.

O Exército estabeleceu um período de transição, no qual a Constituição será revista e serão convocadas novas eleições. Até lá, o país será governado por um grupo de tecnocratas.

Mursi assumiu a presidência do Egito em 30 de junho de 2012, após eleições livres convocadas durante um período de intervenção militar, ocorrido após a derrubada do governo de três décadas de Mubarak.

A sede da Guarda Republicana, onde Mursi permaneceu ao longo do dia, foi isolada por barricadas e arame farpado. O presidente deposto e outros integrantes da Irmandade Muçulmana, grupo ao qual ele é filiado, foram proibidos de sair do país. A manobra dos militares foi feita depois de um ultimado de 48 horas para que Mursi e a oposição resolvessem a crise deflagrada após uma série de protestos, que levou milhões às ruas do país contra o governo.

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Egito quem esta preenchendo o vacuo de poder?

(..) A outra alavanca da influência dos EUA no Egito é econômica. Desde que Mubarak pôs em efeito as medidas de privatização e de desregulação que Washington queria e abriu as portas às empresas norte-americanas transnacionais, o Egito, embora grande exportador de óleo e gás natural e produtos acabados, acumulou uma dívida externa de mais de US$ 35 bilhões. E, para pagar os juros de 1 bilhão de dólares anuais, o Egito depende de “empréstimos” que lhe vêm dos EUA, do FMI e das monarquias do Golfo.

Essa dívida é uma corda no pescoço da maioria dos 85 milhões de egípcios, cerca de metade dos quais vive em situação de miséria. Daí o impulso profundo da rebelião e a luta por democracia política e econômica. O establishment militar até aqui está conseguindo conter essa rebelião, apresentando-se, de tempos em tempos, como “garantidores” do desejo popular. Assim se posicionam como controladores de fato do poder que serve aos interesses de EUA e do ocidente em geral.

O levante egípcio só será verdadeira revolução quando as forças populares – todas, seculares e religiosas – conseguirem romper esse vínculo neocolonial e abrir o Egito a um futuro de independência e de progresso social.

(post.p/A.C.adm.pag)


Carta Capital.com.br

Segundo o jornal Al-Ahram, cerca de 300 líderes da Irmandade Muçulmana foram presos. Ao menos três canais ligados ao islã político foram tirados do ar e seus jornalistas, presos. O mesmo ocorreu com a Al-Jazeera Mubasher, versão egípcia da emissora do Catar, vista como pró-Irmandade Muçulmana.

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