de: Marcelo Freixo
IMAGINE voltar do trabalho e ver uma pixação SMH marcada na sua casa e de seus vizinhos. Sem nenhuma informação. Depois disso, o pessoal da rua começa a comentar que as casas marcadas serão removidas. Você não sabe o porquê, quando e nem o que vai acontecer com a sua família. Você mora no mesmo lugar há décadas onde o poder público nunca fez obras de urbanização. Semanas depois, algumas casas na sua rua começam a ser derrubadas; os escombros ficam no lugar, te lembrando diariamente que a sua pode ser a próxima. Seus vizinhos que perderam suas casas recebem 400 reais de ajuda do governo (o chamado "aluguel social") e, com esse dinheiro, só podem morar no outro lado da cidade. Seus filhos tem que mudar de escola abruptamente, seu caminho para o trabalho triplica a duração. É sua vez, sua casa é derrubada, nada lhe é explicado, você pega os 400 reais e seus filhos para morar na casa de uma prima, já que não consegue alugar uma casa com o aluguel social. Sai de casa com a promessa de que um apartamento será construído para a sua família. O prazo para o apartamento ficar pronto se expira, passa um ano e você continua na casa da sua prima. Ainda sem informação.
É isso que vem acontecendo com milhares de famílias no Rio de Janeiro. A violação de direitos, legislação e tratados internacionais é grave.
Participe da audiência pública sobre remoções forçadas e o papel da defensoria pública nessa sexta. Informações: http://on.fb.me/1kDC3XY
*Haverá transmissão ao vivo
Foto: Josep Lucena, tirada no Morro da Providência, um dos alvos da política de remoções da prefeitura
#AscomMarceloFreixo
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